segunda-feira, 28 de novembro de 2011

HGPP promove oficina de artesanato para pacientes, acompanhantes e servidores

O Hospital Geral Público de Palmas, realiza nesta quarta-feira, 23, a partir das 8 horas, no hall do segundo andar mais uma Oficina de Artesanato, destinada aos pacientes, acompanhantes e servidores da instituição. O objetivo da ação é ofertar um espaço para a escuta ativa, onde o público-alvo terá oportunidade de interagir entre os colaboradores do serviço de Humanização do hospital, que por sua vez ouvirá as demandas surgidas por meio dos diálogos.

Segundo a coordenadora do Programa de Humanização Hospitalar, Cleide Mazotti, a prática da arte contribui com a evolução do tratamento e bem- estar dos pacientes, além de possuir um alto valor terapêutico.  O hospital ganha, à medida que com esse tipo de atividade, tem a chance de ouvir os pacientes, seu anseios, suas sugestões, reclamações e elogios. Assim saberemos onde devemos nos aperfeiçoar. “Além disso, o artesanato proporciona também um momento de descontração e até mesmo de profissionalização”, ressalta.

No inicio deste mês, o setor de Humanização Hospitalar do HGPP promoveu o 1º bazar de artesanato, com trabalhos manuais feitos por acompanhantes, pacientes e servidores, fruto dessas oficinas, que a partir de agora, acontecerão todas as quartas-feiras. O resultado das vendas foi revertido em materiais para promover e expandir o projeto de artesanato.

Fonte: Joelza Oliveira (Ascom/HGPP)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tocantins adere ao Programa Rede Cegonha do Ministério da Saúde

Na próxima segunda feira, 28, o Tocantins ingressará oficialmente no programa federal Rede Cegonha de Atenção à Saúde Materno-Infantil. O Secretario Estadual de Saúde, Arnaldo Nunes, participará da cerimônia de adesão que ocorrerá no auditório do MPE (Ministério Público Estadual), a partir das 8h, durante oficina sobre o “Novo Modelo de Assistência Obstétrica e Neonatal” que será implantado no Tocantins. No evento os participantes discutirão as estratégias de implantação do programa no Estado.

A coordenadora nacional da Rede Cegonha e coordenadora da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, estará na oficina e fará exposição sobre a importância do programa e também sobre construção dos planos de ação da Rede nos estados. A coordenadora do Plano de Qualificação das Maternidades do MS, Vera Figueiredo, e representantes da Pró-Saúde, empresa responsável pelo gerenciamento dos hospitais estaduais, também estarão presentes nesse momento importante para a saúde do Tocantins.

A Rede Cegonha é a mais nova estratégia do MS no combate a mortalidade materna e neonatal. Segundo a Coordenadora da Rede HumanizaSus no Tocantins, Goiamara Borges, o programa não se limita ao desenvolvimento de uma ação específica, mas consiste na implementação de um conjunto de medidas que garantam o atendimento adequado, seguro e humanizado desde o planejamento familiar e confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até a atenção integral à saúde do bebê nos seus dois primeiros anos de vida.

Inicialmente a intenção é levar ações do programa a 22 hospitais tocantinenses que realizam partos em regiões prioritárias do Estado, dentre os hospitais 14 são estaduais e 8 municipais. Participarão do evento gestores e profissionais das áreas técnicas que trabalham com ações e serviços relacionados ao Programa. A oficina vai até as 19h.

Fonte: Lúcia Gomes (Ascom/HMPDR)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pró-Saúde reúne gestores de saúde de todo Estado em Palmas

A Pró-Saúde realizou, nesta terça-feira, 22, o 1º Encontro de Gestores: Atendimento, Logística e Tecnologia da Informação. O evento, realizado em Palmas, teve como objetivo o alinhamento com os colaboradores sobre o novo sistema de gestão de saúde, da MV Sistemas, que está sendo implantado nas 17 unidades hospitalares gerenciadas pela Pró-Saúde no Estado.

Durante o dia todo cerca de 90 gestores dos hospitais tiveram a oportunidade de tirar dúvidas pontuais sobre o sistema que começa a operar a partir do dia primeiro de dezembro. O encontro foi mais uma etapa da capacitação para o gerenciamento de informações e dados de todos os setores e pacientes em cada unidade.

Na ocasião Gisele Ishiki, Rafael Araújo, Regina Avelar e Rodolpho Uliana, do grupo de implantação da Pró-Saúde, repassaram orientações sobre o cadastro de informações na base de dados e sobre a logística. Já o gerente de projetos da MV Sistemas no Tocantins, Hágara Saldanha, e a diretora regional, Louise Lyra fizeram a apresentação do software e responderam dúvidas.

Segundo o diretor operacional da Pró-Saúde, Rogério Kuntz, o novo sistema vai garantir mais agilidade no atendimento. “Com a informatização do processo de atendimento e de logística nos hospitais, será possível cadastrar os pacientes com muito mais rapidez, além de possibilitar um controle de informações muito mais eficaz do que o sistema atual, devido à integração entre todos os setores, em todas as unidades”, garantiu.

Para a farmacêutica que atua no HIPP – Hospital Infantil Público de Palmas, Maristela Andrade Souza, o novo sistema é muito prático. “Vai melhorar o controle do planejamento e abastecimento de materiais e medicamentos”, avaliou.

Edemir Beltrame, responsável da Pró-Saúde pela implantação do sistema nos hospitais, afirma que o encontro reforça o empenho dos profissionais dos hospitais no novo projeto. “Mesmo já tendo sido capacitados, os gestores tiveram hoje a oportunidade de esclarecer dúvidas pontuais, onde cada um fez seus questionamentos, sendo prontamente esclarecido pelos nossos consultores, além de reafirmar a participação conjunta de todos os hospitais”, afirmou.

O trabalho de implantação do software de gestão teve início em setembro, com a aquisição e disponibilização de toda infraestrutura (rede e equipamentos) para a implantação do sistema e realização de curso de informática básica direcionada aos colaboradores das áreas de atendimento e logística.

Encontro de gestores na área de atendimento, logística e Tecnologia da Informação para implantação do sistema de informatização

Programação

Manhã

9h00 – Abertura –Rogério Kuntz, diretor operacional da Pró-Saúde no Tocantins e Edemir Beltrame, coordenador da Pró-Saúde e responsável pela implantação do sistema de informatização nas unidades;
9h20 – Apresentação do Projeto de Informatização – Edemir Beltrame, coordenador da Pró-Saúde;
9h40 – Apresentação do sistema com o gerente de projetos da MV Sistemas no Tocantins, Hágara Saldanha, e a diretora regional, Louise Lyra;
10h00 – Apresentação dos trabalhos concluídos, como: cadastro de tabelas, usuários, prestadores, empresas e logística – Rafael Araújo, Regina Avelar e Rodolpho Uliana (grupo de implantação);
10h30 – coffee break
10h50 – Orientações sobre o cadastro de informações na base de dados - Rafael Araújo, Regina Avelar e Rodolpho Uliana;
11h30 – Apresentação de Logística – Gisele Ishiki (grupo de implantação);

Tarde
13h30 – Orientações sobre o cadastro de leitos por hospital – Hagara Saldanha;
14h10 – Ativação e cadastro de novos produtos – Gisele Ishiki;
14h40 - Orientações sobre fluxo e cadastro de médicos – Edemir Beltrame;
15h00 – Orientações sobre a carga precursora – Rafael Araújo e Rodolpho Uliana;
15h40 – Orientações sobre a entrada em operação do sistema de informatização nas unidades hospitalares do Tocantins – Edemir Beltrame;
16h10 – Plano de comunicação e divulgação da entrada em operação do Sistema – Giuliano Germano;
16h30 – Orientações gerais do Núcleo Gestor – Getro de Oliveira Pádua e Júnior Abreu
17h - Encerramento – Edemir Beltrame.

Fonte: Giuliano Germano (Ascom/Pró-Saúde)

Hospital Regional Público de Paraíso promove palestra para gestantes


A Pró-Saúde promoveu, na tarde desta terça-feira, 22, nas dependências do HRPP - Hospital Regional Público de Paraíso, uma palestra para quinze gestantes da Pastoral da criança. O objetivo foi fornecer informações essenciais às gestantes sobre o período de gestação, o parto e as primeiras semanas do bebê. A palestra foi ministrada pela equipe multidisciplinar do Hospital, composta por médico, fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, odontólogo, enfermeira, assistente administrativo e a coordenadora da humanização.

Durante o evento, a equipe, abordou os aspectos do ciclo gravidício-puerperal (gravidez-pós-parto) que é um período de importantes mudanças físicas, psicológicas e sociais.  As parturientes também tiveram a oportunidade de conhecer a sala de pré-parto e a rotina do local, que conta uma técnica em enfermagem e uma enfermeira, sob a orientação do médico obstetra de plantão com o intuito de desmistificar o parto e o pós-parto.

As gestantes gostaram de saber que no período preparatório do parto, são ofertados os serviços de fisioterapia e psicologia que ajudam no relaxamento, na respiração, além de técnicas para um trabalho de parto mais rápido, sem dor e sofrimento. Elas ainda receberam orientações da fonoaudiologia, acerca da amamentação, e do odontólogo, sobre a dentição do bebê.        

Segundo o diretor Geral da unidade, Marcel Augusto de Oliveira, este trabalho da equipe multidisciplinar está à disposição da comunidade. “Os postos e as organizações de saúde interessados devem entrar em contato com a Senhora Najla ou Fátima, que fazem parte da humanização do hospital para marcar a palestra”, afirmou.

Fonte: Ascom/Pró-Saúde

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Entidades iniciam estruturação de rede para atender vítimas de violência


A Sesau – Secretaria de Estado da Saúde, Conselhos Tutelares e MPE – Ministério Público Estadual se reuniram nesta segunda-feira, 21, em Palmas para dar início à estruturação da Rede de Atenção Integral a Mulheres, Crianças e Adolescentes em Situação de Violência Doméstica e Sexual no Tocantins.

A Rede é uma proposta do Ministério da Saúde para acolher, defender, tratar e orientar estas vítimas. As discussões se estendem até a próxima sexta-feira, 25, no auditório do Pró-Vida. O público que está sendo treinado para atuar nesta rede é formado por profissionais de enfermagem, assistentes sociais, psicólogos, farmacêuticos, médicos e os profissionais de serviços ambulatoriais dos hospitais da rede estadual dos municípios de Araguaína, Gurupi, Miracema, Paraíso e Porto Nacional.

Em uma segunda etapa, que acontece de 28 de novembro a 02 de dezembro, capacitará os mesmos profissionais, porém dos hospitais públicos de Palmas e será realizada no auditório do Hospital e Maternidade Pública Dona Regina, em Palmas. Os participantes esperam ter, até quinta-feira, 24, a estruturação da rede de referência pronta, ou seja, estabelecerem em quais dos 8 hospitais da rede estadual, dos cinco municípios capacitados, as vítimas serão atendidas.

Os debates tiveram a participação da delegada da mulher de Palmas, Maria Haydêe Alves, que expôs o problema da delegacia especializada funcionar apenas no horário comercial e durante a semana. “Os crimes contra as mulheres cometidos fora desses horários são registrados em delegacias comuns, de plantão, e somente na primeira hora do outro dia são encaminhados à Deam – Delegacia de Atendimento à Mulher”. O fato de relatar a violência sofrida a um homem pode ser um empecilho para as mulheres que sofrem violência, já que se sentem constrangidas.

Representantes do Conselho Tutelar debateram a forma de atuação com crianças e adolescentes vítimas de violência. Há o tipo crônico, ou seja, aquela violência que a criança sofre há muito tempo, que necessita da ajuda e do engajamento da sociedade – vizinhos, parentes, escola - para que os órgãos competentes tomem as medidas necessárias. E há a violência aguda, que causa traumas que tem que ser tratados de imediato pelo sistema de saúde. Os profissionais presentes foram capacitados para lidar com essas situações que chegam aos hospitais e unidades de saúde.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Área dos Direitos Humanos, do MPE, promotor de Justiça André Varanda, debateu com os presentes a mudança na Lei Federal 12015/09 que altera o Código Penal no que concerne ao crime de estupro. Tal lei revogou o crimes de atentado violento ao pudor, fundindo-o ao de estupro; substituiu o conceito de presunção de violência (art. 224) pelo de estupro de vulnerável; modificou a redação do crime de corrupção de menores para os atos sexuais relativos a menores de 14 anos, e não mais de maiores de 14 e menores de 18, fixando a idade de consentimento no Brasil em 14 anos. Além disso, a lei 12015 também tornou os crimes sexuais contra menores de ação pública incondicionada, de modo que cabe ao Ministério Público processar estes casos, mesmo contra a vontade da família da vítima.

Nesta terça-feira, 22, os presentes debaterão as medidas profiláticas no atendimento a vítimas de violência, ou seja, quais procedimentos médicos serão adotados com estas vítimas quando elas derem entrada em uma das 8 unidades sentinela da Sesau – Hospital Regional Público de Araguaína, Hospital Regional Público de Gurupi, Hospital Regional Público de Miracema, Hospital Regional Público de Paraíso, Hospital Regional Público de Porto Nacional, Hospital e Maternidade Pública Dona Regina, Hospital Geral Público de Palmas e Hospital Público Infantil de Palmas.

Com relação a estes procedimentos serão debatidos diversos casos clínicos, como gravidez decorrente de estupro e contaminação por DST/Aids em ato de violência. Outro debate importante que acontece nesta quinta-feira é o papel do IML – Instituto Médico Legal na atenção a mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e sexual.

Mulheres
Em 2010 o Tocantins ocupava o 2º lugar no ranking brasileiro em número de atendimentos à população feminina na Central de Atendimento à Mulher, através do Ligue 180 da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), ligada à Presidência da República, com 245 atendimentos para cada 50 mil mulheres. De acordo com a Secretaria, foram registradas 3.156 ligações para o número 180, nos seis primeiros meses de 2010, um crescimento de 251,8% em comparação com 2009.

Dos 446 relatos de violência, a do tipo física foi a mais registrada, com 262 atendimentos, o que representa 58,74%, seguida pela psicológica, com 115 atendimentos, representando 25,78%. Logo depois a moral, com 57 ligações, patrimonial com 9 e a do tipo sexual com 3.

Crianças e Adolescentes
A violência que aflige crianças e adolescentes na realidade brasileira atual é de tal forma importante que mobiliza todos os setores da sociedade, já sendo reconhecida como relevante problema de saúde pública. As instituições do setor saúde estão entre aquelas mais intensamente requisitadas para atuarem frente à questão. O Ministério da Saúde, bem como instituições internacionais que atuam no País, tal qual a Opas - Organização Panamericana da Saúde têm buscado se posicionar frente ao tema, em conjunto com distintas organizações governamentais e não governamentais da área da saúde.

No final da década de 80, verificou-se a importância da violência como tema prioritário a ser enfrentado pelo setor saúde, em especial, pelos serviços que lidam diretamente com crianças e adolescentes vítimas de violências.

Fonte: Fabíola Casado (Ascom/Sesau)

HRPG realiza integração entre os servidores

Na manhã desta terça-feira, 22, o a direção do HRPG – Hospital Regional Público de Gurupi, juntamente com o GTH- Grupo de Trabalho Humanizado, realizaram a integração dos servidores recontratados pela Pró-Sáude.

O diretor geral do HRPG, Valdemir Girato, deu abertura ao momento, ocasião em que destacou que para o hospital ser referência é necessário o trabalho em equipe. “O maior capital da Pró-Saúde é o funcionário”, salientou. Ele ainda enfatizou que é preciso humanizar e cobrar as ações para haver um trabalho de qualidade.

Durante a integração foi apresentado um vídeo sobre a missão da Pró-Saúde, onde pontua que a empresa é uma das maiores gerenciadoras de unidade hospitalar do país, com trabalhos de destaque.

Os participantes do encontro tiveram a oportunidade de participarem de dinâmicas e adquirirem conhecimento sobre trabalho humanizado, departamento pessoal, psicologia do trabalho e  sobre as atividades do NEP – Núcleo de Educação Permanente.

A coordenadora do GTH, enfermeira Leandra Barros, explicou que humanização é a proposta de uma nova relação entre os usuários e profissionais. Além de ser também um trabalho coletivo para que o SUS – Sistema Único de Saúde seja mais acolhedor, ágil e com locais mais confortáveis. 

A enfermeira também destacou as atividades de humanização que já foram realizadas no HRPG, tais como: comemoração dos aniversariantes do mês, implantação do profissional ‘posso ajudar?’, celebração das datas comemorativas e implantação de televisores nas recepções com informações aos usuários. 

Fonte: Heliana Oliveira (ascom/HRPG)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Profissionais da Saúde são treinados para atender mulheres e crianças vítimas de violência


Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que em 2010, 94 crianças de 0 a 11 anos foram vítimas de estupro no Tocantins, 18 de atentado violento ao pudor, 37 de lesão corporal dolosa (onde há a intenção). Na faixa etária de 12 a 17 anos, o número de estupros sobe para 114 e de lesão corporal dolosa 269. (Confira os dados completos no quadro abaixo).

Os casos de violência contra a mulher não ficam atrás. Em 2010 o Tocantins ocupava o 2º lugar no ranking brasileiro em número de atendimentos à população feminina na Central de Atendimento à Mulher, através do Ligue 180 da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), ligada à Presidência da República, com 245 atendimentos para cada 50 mil mulheres. De acordo com a Secretaria, foram registradas 3.156 ligações para o número 180, nos seis primeiros meses de 2010, um crescimento de 251,8% em comparação com 2009. No mesmo período de 2009 foram registrados 897 atendimentos, sendo que em proporção à população feminina, o Estado ocupou o 11º lugar, com 70,298 atendimentos por 50 mil mulheres, saltando para o segundo lugar em 2010.

Dos 446 relatos de violência, a do tipo física foi a mais registrada, com 262 atendimentos, o que representa 58,74%, seguida pela psicológica, com 115 atendimentos, representando 25,78%. Logo depois a moral, com 57 ligações, patrimonial com 9 e a do tipo sexual com 3.

As delegacias e as unidades de saúde são os primeiros locais a receber estas vítimas. Para minimizar os danos, traumas, tratar estas vítimas e diminuir a incidência deste tipo de violência, o Governo Federal quer estruturar uma Rede de Atenção Integral a Mulheres, Crianças e Adolescentes em Situação de Violência Doméstica e Sexual.

Uma das etapas mais importantes para a implantação dessa rede no Tocantins é um treinamento ministrado pelo Ministério da Saúde, no Estado, de 21 de novembro a 02 de dezembro para atender, tratar e acompanhar mulheres, adolescentes e crianças vítimas de violência doméstica e sexual.

O Ministério da Saúde capacitará os profissionais em parceria com a Sesau – Secretaria de Estado da Saúde, por meio das áreas técnicas de Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Adolescente e Coordenação de Doenças e Agravos não Transmissíveis. O treinamento acontece em duas etapas.

A primeira capacitação será realizada de 21 a 25 de novembro, das 08h às 12h e das 14h às 18h, no auditório do Pró-Vida, em Palmas, para os profissionais de enfermagem, assistentes sociais, psicólogos, farmacêuticos, médicos e os profissionais de serviços ambulatoriais dos hospitais dos municípios de Araguaína, Gurupi, Miracema, Paraíso e Porto Nacional.

Já no período de 28 de novembro a 02 de dezembro, das 08h às 12h e das 14h às 18h, a capacitação acontecerá no auditório do Hospital e Maternidade Pública Dona Regina, em Palmas, para os profissionais de enfermagem, assistentes sociais, psicólogos, farmacêuticos, médicos e os profissionais de serviços ambulatoriais dos hospitais do município de Palmas.

Todo o conteúdo será aplicado por meio de aulas expositivas e de estudos de casos, buscando desenvolver nos profissionais competências que objetivam garantir a atenção integral para mulheres, crianças e adolescentes em situação de violência doméstica e sexual.

Mulher
Além de encaminhar os casos para os serviços especializados, a Central oferece orientações e alternativas para que a mulher se proteja do agressor. Também presta informações sobre direitos legais das mulheres, os tipos de estabelecimentos que poderá procurar, conforme o caso, dentre eles as delegacias de atendimento especializado à mulher, defensorias públicas, postas de saúde, instituto médico legal para casos de estupro, centros de referência, casas abrigo e outros mecanismos de promoção de defesa de direitos da mulher.

A violência contra mulheres e garotas é a maior preocupação de saúde e direitos humanos. As mulheres podem ser vítimas de abuso físico ou mental em seus ciclos de vida, como por exemplo, na infância, e/ou adolescência, ou durante a fase adulta, e até mesmo na velhice. Enquanto a violência tem graves conseqüências de saúde para os que a sofrem, é ao mesmo tempo um problema social que outorga uma resposta imediata e coordenada de múltiplos setores.

A Declaration on the Elimination of Violence against Women, 1993 (Declaração sobre a Eliminação da Violência contra a Mulher) define a violência contra a mulher como "qualquer ato de violência com base no gênero, sexo, que resulta em, ou que é provável resultar em dano físico, sexual, mental ou sofrimento para a mulher, incluindo as ameaças de tais atos, coerção ou privação arbitrária de liberdade, ocorrida em público ou na vida particular."

Em cada país onde estudos confiáveis em larga escala têm sido conduzidos, resultados indicam que entre 10% e 50% das mulheres relatam terem sofrido abusos físicos por um parceiro íntimo alguma vez em suas vidas.

Estudos da população relatam que entre 12% e 25% das mulheres sofreram ataques ou foi violentada sexualmente por seus parceiros ou ex-parceiros em alguma ocasião em suas vidas. Violência interpessoal foi a décima causa de morte de mulheres entre 15-44 anos de idade em 2008. A maioria dos estudos sobre a violência contra a mulher indica que:

· Os crimes de violência contra a mulher são quase exclusivamente cometidos por homens;

· O maior risco para as mulheres parte de homens que elas conhecem;
· Mulheres e crianças são mais frequentemente vítimas de violência dentro da própria família e entre seus parceiros íntimos.

· Abuso físico nas relações íntimas é quase sempre acompanhado por severos danos psicológicos e verbais;

Posição da saúde
A violência contra a mulher tem sérias conseqüências para a saúde física e mental. Mulheres que sofrem abuso estão mais aptas a sofrer de depressão, ansiedade, sintomas psicossomáticos, problemas de alimentação e disfunções sexuais. A violência pode afetar a saúde reprodutiva da mulher através de:

· aumento do comportamento de risco entre adolescentes;
· transmissão de STDs (DST - Doenças Sexualmente Transmissíveis), incluindo HIV/AIDS;
· gestações não planejadas;
· precipitação de vários problemas ginecológicos incluindo dor pélvica crônica e relações sexuais dolorosas.

Conseqüências tais como HIV/AIDS ou gestações não planejadas podem por si só atuarem como fatores favoráveis para futuras agressões formando um ciclo de abuso. Os efeitos da violência podem também ser fatais resultando em homicídio intecional, ferimentos graves ou suicídio.

Crianças e Adolescentes
A violência que aflige crianças e adolescentes na realidade brasileira atual é de tal forma importante que mobiliza todos os setores da sociedade, já sendo reconhecida como relevante problema de saúde pública. As instituições do setor saúde estão entre aquelas mais intensamente requisitadas para atuarem frente à questão. O Ministério da Saúde, bem como instituições internacionais que atuam no País, tal qual a Opas - Organização Panamericana da Saúde têm buscado se posicionar frente ao tema, em conjunto com distintas organizações governamentais e não governamentais da área da saúde.

A reunião de grupos de diferentes instituições, promovida pelo Ministério da Saúde e Organização Panamericana da Saúde, em dois seminários ocorridos em dezembro de 1992 e maio de 1993, permitiu o delineamento de uma proposta preliminar de prevenção e assistência frente à violência contra o segmento infanto-juvenil da população. O presente texto é um primeiro passo nessa direção, que tem como meta final o estabelecimento de princípios norteadores para se enfrentar o problema em questão pelos serviços de saúde e a definição de ações voltadas para a prevenção e assistência, principalmente envolvendo a saúde materno-infantil. A interação com os diversos níveis do sistema de saúde é alvo indispensável e imprescindível, assim como a integração da saúde com demais setores envolvidos na prevenção e assistência à infância e adolescência.

No final da década de 80, verificou-se a importância da violência como tema prioritário a ser enfrentado pelo setor saúde, em especial, pelos serviços que lidam diretamente com crianças e adolescentes vítimas de violências. Compreende-se que esses serviços são espaços privilegiados para se atuar sobre o problema. Entretanto, são encontradas inúmeras dificuldades em lidar com os casos captados pela rede, já que a violência se expressa de múltiplas formas, exigindo estratégias específicas e diferenciadas.

Tipos de Violência Contra Crianças e Adolescentes

Violência Física
Atos violentos com o uso da força física de forma intencional - não acidental - provocada por pais, responsáveis, familiares ou pessoas próximas.

Negligência
Omissão dos pais ou responsáveis quando deixam de prover as necessidades básicas para o desenvolvimento físico, emocional e social da criança e do adolescente.

Psicológica
Rejeição, privação, depreciação, discriminação, desrespeito, cobranças exageradas, punições humilhantes, utilização da criança e adolescentes para atender às necessidades dos adultos.

Sexual
Toda a ação que envolve ou não o contato físico, não apresentando necessariamente sinal corporal visível. Pode ocorrer a estimulação sexual sob a forma de práticas eróticas e sexuais (violência física, ameaças, indução, voyerismo, exibicionismo, produção de fotos e exploração sexual).

Dados de violências mais frequentes contra crianças e adolescentes no Tocantins

Faixa etária de 0 a 11 anos
2010
2011 até julho
Homicídio doloso
2
0
Atentado Violento ao pudor
18
07
Estupro
94
10
Tentativa de atentado violento ao pudor
04
03
Tentativa de Estupro
10
11
Lesão corporal dolosa
37
31
Tentativa de homicídio
03
01
Mortes a esclarecer
12
03




Faixa etária de 12 a 17 anos
2010
2011 até julho
Homicídio doloso
10
06
Atentado Violento ao pudor
10
04
Estupro
114
121
Tentativa de atentado violento ao pudor
03
0
Tentativa de Estupro
17
21
Lesão corporal dolosa
269
185
Tentativa de homicídio
27
15
Mortes a esclarecer
01
05


Fonte: Fabíola Casado (Ascom/Sesau)