Acontece na manhã desta
sexta-feira, 04, a partir das 9h, no auditório do HMPDR – Hospital Maternidade
Pública Dona Regina, um café da manhã em alusão as comemorações do aniversário
de um ano de implantação integral do Método Canguru. O método é um modelo de
assistência especializada a recém-nascidos prematuros e de baixo peso,
preconizado pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria Nº 693/2000.
Participam do evento mães e familiares de bebês que já foram, ou ainda estão
sendo, atendidos na maternidade.
O método permite o contato pele
a pele entre os pais e esses bebês, que geralmente precisam ficar internados
nas Unidades Intermediária (UI) ou de Terapia Intensiva (UTI) para receberem
cuidados especiais. Esse contato possibilita que os pais sintam-se
participantes do cuidado e da recuperação dos filhos e aumenta o vínculo
familiar entre eles, tendo em vista que as condições clínicas impossibilitam
que esse recém-nascido tenha o mesmo acesso ao mundo exterior e recebam alta no
mesmo prazo de tempo que aqueles que nasceram no período certo e com peso
adequado. Além disso, as ações desenvolvidas pelo Método podem contribuir para
a diminuição do tempo de internação desses bebês.
De acordo com a portaria do MS,
só serão considerados como “Método Canguru” aquelas unidades que permitam o
contato precoce, realizado de maneira orientada, por livre escolha da família,
de forma crescente, segura e acompanhado de suporte assistencial, por uma
equipe de saúde treinada. “O Dona Regina é o único hospital do Estado no qual o
Método Canguru funciona plenamente”, quem dá essa informação é a coordenadora
dessa ação na maternidade, Hellen Manzano. Segundo ela, na maternidade o método
já é desenvolvido em suas três etapas.
Conforme o estabelecido pelo
MS, a primeira etapa inicia logo após o nascimento do bebê prematuro ou de
baixo peso que necessita de cuidados da UTI ou da UI. Nessa fase, há um esforço
de toda a equipe médica e multiprofissional para estimular a entrada dos pais
na unidade e estabelecer precocemente o contato pele a pele com a criança, de
forma gradual e crescente, de maneira segura e agradável e segura para ambos.
Na segunda etapa os pais podem
permanecer com seu bebê por um tempo maior, isso porque o recém-nascido já
apresenta certo grau de estabilidade clínica, demonstrados pelo ganho de peso
regular e pela alimentação sem auxílio de aparelho.
A terceira etapa ocorre com a
alta hospitalar, que só é admitida quando o bebê alcança o peso mínimo de
1.500kg e a mãe se sinta psicologicamente motivada e segura para dar
continuidade ao trabalho iniciado na maternidade. Além disso, mesmo após a alta
esse bebê recebe um acompanhamento ambulatorial criterioso. Os pais ficam
responsabilizados por retornar a unidade seguindo corretamente os prazos
estabelecidos: na primeira semana após a alta, a frequência de retorno deverá
ser de três consultas; na segunda semana, de duas consultas; e da terceira
semana em diante, pelo menos uma consulta até a criança alcançar o peso de
2500g.
Em todas as etapas do método o
acompanhamento é realizado por uma equipe multidisciplinar treinada na
metodologia de atenção humanizada ao recém-nascido de baixo-peso. São esses
profissionais que ensinam e estimulam o contato entre pais e filhos por meio da
“posição canguru”, também recomendada pela portaria do MS, que consiste em
manter o bebê em posição vertical contra o peito do adulto, a fim de
proporcionar maior envolvimento afetivo entre o bebê e a família e uma
recuperação mais rápida.
Fonte: Lúcia Gomes
(Ascom/Sesau)
Nenhum comentário:
Postar um comentário